quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TrAnS fOrM aÇõEs

Olá pessoal,

Estamos metamorfoseando nosso blog. Em breve novidades!

Inté e axé.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Reflexões sobre a poesia na Okara Poética



O que é poesia afinal?
Foi com esse questionamento que iniciei minhas reflexões enquanto imaginava o que poderia ser a Okara Poética. Bem, são muitas as definições para o que pode ser a poesia e acredito que quem se envolve com os estudos literários e com a fruição artística, com o tempo acaba criando sua própria noção e entendimento sobre o que é a poesia.

Para mim a poesia é o sentido, seja das coisas, do mundo, de nós e do outro. É o sentir e criar-se a partir dessa percepção do que está além dos olhos, além da concretude. E nós só conseguimos ter essa percepção, graças a capacidade única do ser humano de simbolizar e criar significados. Nenhuma outra espécie tem esse privilégio. Através do símbolo conseguimos comunicar o que é indizível, dialogar com o inconsciente e inventar universos. Como se uma força existente dentro de nós estivesse ali pronta para sair, e ao nos aventurarmos nas diversas linguagens deixamos transbordar sentimentos, emoções, pensamentos e tantas outras coisas. Graças a essa poética que emana de nós, somos capazes de criar várias formas de poesia. O poema, cantado ou escrito, é uma delas. E existem tantas outras...

Essa poética que trazemos em nossos genes, em nosso inconsciente, se manifesta plenamente na infância e às vezes adormece na vida adulta, é a nossa essência. Por isso deve se manter viva e pulsante em nós. Caso esteja adormecida, devemos acordá-la para que possamos seguir um caminho pleno de conhecimento de um si e de evolução enquanto espécie humana.
Através de cantos, de danças, de pinturas, de rituais que nos impulsione a fruição de nossos mais íntimos sentidos, evocamos a poética e exalamos por todo nosso corpo vivente essa essência ancestral.

Portanto a Okara Poética se faz necessária como espaço imaginário, ou real, para nossas manifestações de humanidade. Surgindo neste momento como um lugar para a fruição individual ou coletiva, da poética que habita em nós.